Casas de massagem recrutam nas ruas jovens para 'prostituição de luxo' em João Pessoa

Promessa é de renda mínima de R$ 600 por semana, mas cafetão deixa claro a exigência de sexo com clientes; delegada diz que prática é crime.

Polícia | Em 02/09/13 às 12h41, atualizado em 02/09/13 às 21h14 | Por Redação com 98 FM
Reprodução/Internet/Ilustração
Apesar dos crimes, não foi constatada a recrutação de menores

Ao andar pelo Centro de João Pessoa, não é difícil encontrar panfletos distribuídos ao longo do dia com ofertas de empregos e outras propagandas. Apesar de parecer algo interessante para pessoas que estão fora do mercado de trabalho, em alguns casos, essas vagas não passam de um disfarce para recrutar mulheres que vão trabalhar como prostitutas em casas especializadas nessa prática, em João Pessoa.

Os repórteres da 98 FM pegaram um desses panfletos, que oferecem vagas para massagistas. Ao entrar em contato, uma produtora, que se passa por candidata à vaga de emprego, esclarece todas as dúvidas e fica sabendo que o contratante é responsável por uma casa de prostituição, que está selecionando mulheres para fazer programas sexuais. O homem garante que é possível ter uma renda semanal de R$ 600, que pode aumentar, dependendo do desempenho da moça.

 

Em outra ligação feita para um dos números disponibilizados no panfleto, o repórter se passa por cliente interessado em contratar essas garotas para fazer programas e orgias sexuais, algo completamente diferente do que é proposto na publicidade, que continua falando em massagem relaxante.

Neste caso, uma mulher explica os serviços que podem ser oferecidos a homens à procura de "massagens". Ela detalha o tipo de programa que pode ser feito, os valores e até as idades das "massagistas".

 

A delegada Especial da Mulher, Vanderleia Gadi, confirma que os casos correspondem à prática de pelo menos três crimes, identificados a partir das gravações telefônicas. “Mesmo que eles estejam recrutando apenas pessoas maiores de idade, as ligações revelam crimes previstos nos artigos 228 e 229 do Código Penal, que tratam de favorecimento à prostituição, exploração da mulher, e tráfico de pessoas”, explica.

Ainda segundo Vanderléia Gadi, já foi instaurado um inquérito policial. Com isso, a polícia terá um prazo de 30 dias para concluir as investigações. A situação só foi possível por meio de uma portaria, pois não houve prisão em flagrante.

Todo o material gravado, bem como os panfletos, foram entregues pela produção da 98 FM à Polícia da Paraíba.

Atenção

Fechar