Detentos são assassinados dentro de presídio durante briga entre facções criminosas; sindicância será aberta

O gerente executivo do Sistema Penitenciário da Paraíba (Seap), o tenente-coronel Arnaldo Sobrinho, negou que os presos estivessem rebelados

Polícia | Em 06/01/13 às 16h56, atualizado em 07/01/13 às 09h19 | Por Hyldo Pereira
Aguinaldo Mota
Presídio do Roger

Dois presidiários foram assassinados dentro do Presídio Flósculo da Nóbrega, conhecido como ‘Presídio do Roger’, em João Pessoa. Os homicídios ocorreram neste domingo (6), após a visita de familiares aos detentos. O gerente executivo do Sistema Penitenciário da Paraíba (Seap), o tenente-coronel Arnaldo Sobrinho, negou a existência de uma rebelião, conforme informou parte da imprensa paraibana. Uma sindicância será aberta para apurar o caso.

De acordo com a direção da unidade prisional, um dos mortos foi identificado como  Alexsandro do Nascimento Silva, 30 anos, conhecido como ‘Alex Chinês. Segundo informação da direção do presídio, a morte do detento foi como forma de represália de outros presidiários.

Os presidiários mortos são integrantes da “Al Qaeda” e Alexsandro teria executado o companheiro sem uma ordem do comando da facção. 'Alex Chinês' teve a cabeça degolada e colocada no meio das pernas. Os assassinatos cometidos com golpes de espetos, ocorreram dentro no pavilhão 4.

Segundo a direção do presídio, após o encerramento do horário de visitas - que foi aberto para os cerca de 600 detentos dos pavilhões 2, 3 e 4 (integrantes da “Al Qaeda”) - os agentes estavam conduzindo os apenados de volta às celas quando foi percebido um início de tumulto. Após intervenção, os detentos se recolheram e “Alex Chinês” foi encontrado morto, jogado junto ao corpo do outro detento assassinado por ele.

Familiares de detentos afirmaram que não houve tumulto durante a visita. Poucas horas após os corpos serem encontrados, policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar entraram na penitenciária para evitar tumultos e dar suporte aos agentes da Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal (Gemol), na remoção dos corpos.

Segundo informações da penitenciária, “Alex Chinês” chegou ao presídio no dia 14 de dezembro e já havia cumprido parte de sua pena na Penitenciária Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1). Ele respondia por latrocínio e formação de quadrilha. Os detentos responsáveis pelo assassinato de “Alex Chinês” ainda não foram identificados.

 

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