Mais de 4 mil artesãos expõem trabalhos até o dia 26, no Salão do Artesanato da Paraibano

Salão do Artesanato Paraibano está montado no Jangada Clube, na praia do Cabo Branco, em João Pessoa, no horário das 15h às 22h, com entrada gratuita

Economia | Em 15/01/14 às 16h12, atualizado em 15/01/14 às 16h17 | Por Redação, com assessoria
Reprodução/ Assessoria
Salão de Artesanato Paraibano

A diversidade e a originalidade do artesanato paraibano estão expostas até o dia 26 de janeiro, no Jangada Clube em João Pessoa. Em sua XIX edição, o Salão do Artesanato Paraibano mostra, a cada ano, produtos criados por artesãos e artistas criativos, inovadores e empreendedores. A mistura de materiais, novos designs e a valorização da cultura local são os principais elementos do Salão deste ano, que tem como tema “Nossa Arte tem Fibra”.

Mais que um ambiente de exposição e um atrativo turístico, o Salão é um espaço de negócios para mais de 4 mil artesãos de 130 municípios. A expectativa da organização do evento é que as vendas superem R$1,5 milhão. “No período que antecedeu o Salão, o Sebrae realizou diversas capacitações e consultorias com os artesãos, para que eles chegassem mais preparados no que diz respeito à inovação, design e vendas”, destacou o gerente da agência do Sebrae em João Pessoa, Edilson Azevedo.

A artesã Beth Paz, 35 anos, de João Pessoa é um dos exemplos de quem se preparou para fazer bons negócios no evento. “A cada ano procuro uma proposta nova para apresentar no Salão de Artesanato. No ano passado fiz um curso de qualificação em couro, oferecido pelo Sebrae em Campina Grande, incorporei o tear e criei produtos novos”, disse Beth. O resultado são colares, braceletes e telas inovadoras e originais, que chamam a atenção do público que visita o Salão.

“Já recebi propostas de lojas de Recife e de João Pessoa que querem vender minhas peças. Vejo que estou no caminho certo e quero cada vez mais aprimorar minhas técnicas e me formalizar como empresária”, ressaltou a artesã, que trabalha com o couro de bode e fios. Seu próximo passo é se inscrever como Microempreendedora Individual (MEI), ter o CNPJ e formalizar a atividade que exerce há seis anos.

Artesãs do crochê também buscaram a qualificação para apresentar novos produtos durante o Salão de Artesanato. Durante o mês de novembro do ano passado, cerca de 30 mulheres participaram da consultoria com a designer Adriana Yasbek, oferecida pelo Sebrae. “Ela nos propôs inovar, trabalhar com cores, aprender as melhores combinações. Eu amo o meu trabalho, vivo dele e achei fantástico aprender coisas novas, que têm atraído meus clientes”, destacou Socorro Moraes, nascida no Acre e há 30 anos na Paraíba. “Vejo o resultado da consultoria nas minhas peças e nas das minhas colegas. É muito gratificante”, completou.

Novos negócios orgulham a comunidade

Produtos feitos com a escama do peixe, mariscos, fios ou fibra da bananeira também têm novo design. Mais que isso: mulheres que não tinham renda, agora se sustentam com o próprio trabalho. Durante o ano de 2013, o Sebrae promoveu oficinas de design em três comunidades: para as marisqueiras da praia de Acaú (Pitimbu), para artesãs que trabalham com a escama de peixe, na Associação Farol de Cabedelo e para mulheres do Jardim Alfa, também em Cabedelo, que usam o tear. O artesanato feito com a fibra da bananeira, na comunidade Chã de Jardim, na cidade de Areia, também recebeu consultoria do Sebrae.

Em todas essas comunidades, o designer Sérgio Matos foi o responsável pela consultoria. “Eu sempre fiz artesanato, mas com o curso aprendi coisas novas e muito bonitas. Fiquei muito orgulhosa do nosso trabalho”, destacou a artesã Anilza Barbosa, uma das marisqueiras de Acaú. Cerca de 15 mulheres da sua comunidade aprenderam a produzir novas peças com Sérgio Matos. São vasos, luminárias, fruteiras que ganharam formas diferenciadas, cores e estão sendo vendidas durante o Salão.

“Nossos produtos estão sendo bem aceitos. Ficamos muito animadas, pois estamos trazendo novidades para nossos clientes”, disse Lia Caju, que produz flores e acessórios de escama de peixe. Maria das Graças, que aprendeu novas técnicas de tear, em Cabedelo, está otimista quanto às vendas e ao seu futuro. “Em 2008, comecei a fazer cursos e aprendi uma profissão. Agora já ensino para minha comunidade e estou ajudando outras mulheres a terem uma renda. Além do tear, estou aprendendo cerâmica e a produzir telas”, completou a artesã.

Salão do Artesanato Paraibano

O XIX Salão do Artesanato Paraibano está montado no Jangada Clube, na praia do Cabo Branco, em João Pessoa, em um espaço de 3.500 m². Funciona diariamente, das 15h às 22h, até o dia 26 de janeiro. A visitação é gratuita. Os artesãos apresentam peças em fibra, madeira, algodão colorido, cerâmica, couro, tecelagem, brinquedo, pedra, metal, osso, cordel, xilogravura e habilidades manuais. O Salão é realizado em parceria pelo Governo do Estado, através do Programa do Artesanato Paraibano, e o Sebrae Paraíba.

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