Sebrae e Serasa firmam parceria para fortalecer pequenos negócios

Convênio vai oferecer capacitação empresarial e produzir indicadores para facilitar o acesso a crédito

Economia | Em 25/03/13 às 13h04, atualizado em 25/03/13 às 13h09 | Por Redação
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Sebrae

Para apoiar o desempenho das micro e pequenas empresas em todo o Brasil, o Sebrae e a Serasa Experian fecharam nesta segunda-feira (25), na sede do Sebrae Nacional, em Brasília, parceria que prevê a criação de diversas iniciativas conjuntas para gerar melhores oportunidades de negócio e facilitar o acesso ao crédito para os pequenos empreendimentos em todo o Brasil. Estudo inédito, que comparou empreendimentos acompanhados pelo Sebrae de Minas Gerais com uma amostra do mercado, da base de dados da Serasa Experian, composta por empresas do mesmo perfil, revela que as empresas que são orientadas pela entidade buscam mais o crédito para melhorar e ampliar o negócio e correm menos riscos ao contratá-lo.

“A experiência em Minas Gerais reforça a importância da capacitação empresarial para aumentar o acesso ao crédito e reduzir os riscos dos pequenos empreendimentos. A parceria com a Serasa Experian deve facilitar o processo para os pequenos negócios”, ressalta o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

 “As micro e pequenas empresas, segundo o Sebrae, representam 99% das empresas brasileiras, geram 70% dos empregos e são responsáveis por 25% do PIB. Por isso, a criação de indicadores que ajudem a entender a dinâmica delas, como funcionam e cumprem seus contratos é fundamental. Bem como os empreendedores deste segmento precisam de orientação, informações confiáveis, exclusivas  e consolidadas para poder crescer de forma sustentável. A parceria Sebrae/Serasa prevê ações conjuntas que vão fortalecer os pequenos negócios no país”, afirma o presidente da Serasa Experian, Ricardo Loureiro.

A parceria vai permitir investimento na educação financeira e deve ampliar a oferta de ensino a distância para empresários de micro e pequeno porte. O objetivo é ajudar as micro e pequenas empresas a realizar mais negócios com segurança e cuidar de sua reputação creditícia ao orientar e facilitar o contato e negociação com os credores para resolução de dívidas.

No estudo, o risco do crédito foi analisado em dois momentos: quando a empresa passou a ser orientada pelo Sebrae e 12 meses após o acompanhamento. A primeira conclusão é a de que as empresas melhoraram o risco de crédito depois do aconselhamento do Sebrae. A análise do risco de crédito envolve fatores internos e externos à empresa que podem prejudicar o pagamento do montante concedido por uma instituição financeira.

Antes do acompanhamento do Sebrae, 52% dos negócios analisados estavam na faixa de risco de crédito alto e médio. Um ano depois da orientação, foi registrada uma redução neste índice, passando para 43,3% o percentual de empresas nesse grupo de risco. Já entre os empreendimentos que não passaram por consultorias, houve um aumento de 43,1% para 49,3% das empresas com risco alto e médio. 

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