Centrais Sindicais marcam greve geral para o dia 11 de julho

Paralisação será em 11 de julho, em mobilização batizada pelos sindicalistas como “Dia de Luta”

Cidades | Em 26/06/13 às 11h05, atualizado em 26/06/13 às 11h09 | Por Correio da Paraíba
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A greve está marcada para o dia 11 de julho

As centrais sindicais marcaram para o dia 11 de julho uma greve geral em todo o País, numa onda de mobilização batizada pela categoria como “Dia de Luta”. O motivo será pressionar a presidente Dilma Rousseff a dar mais atenção à pauta trabalhista entregue ao governo em março deste ano. A decisão foi tomada durante uma reunião realizada ontem com as lideranças dos sindicatos em São Paulo.

A onda de paralisações é vista pelos sindicalistas como um preparativo para uma grande marcha prevista para agosto, em Brasília, e cuja data ainda vai ser discutida pela classe.

“Queremos o cumprimento dessa pauta histórica da categoria, que está nas mãos da presidente desde antes de ela ter sido eleita e que infelizmente ela não cumpriu”, afirmou o deputado Paulinho da Força, presidente da Força Sindical.

Os sindicalistas vão se reunir na manhã de quarta-feira, 26, com a presidente Dilma, em Brasília, para reforçar as principais reivindicações da categoria que estão na pauta. São basicamente seis pontos que vão ser reforçados: maior investimento em saúde e educação; aumento de salários; redução de jornadas de trabalho; apoio à reforma agrária; fim do fator previdenciário e transporte público de qualidade.

No encontro, a presidente Dilma foi elogiada por alguns líderes sindicais pela proposta que ela fez na segunda de um plebiscito que autoriza a instauração de uma Assembleia Constituinte para fazer a reforma política. Um deles foi o presidente da Central Única de Trabalhadores (CUT) Vagner Freitas, que negou que o anúncio de Dilma faça com que a classe não vá “com a faca nos dentes” no encontro desta quarta.

“A CUT sempre teve a faca entre os dentes. O que acho importante nessa questão do plebiscito é que precisamos aprofundar esse debate. Ele é contraditório e tem algumas falhas”, afirmou Freitas.

50 mil são esperados no DF hoje

Marcelo Brandão

Brasília (ABr) - De acordo com a Polícia Militar (PM) do Distrito Federal, são esperadas 50 mil pessoas na manifestação prevista para ocorrer na Esplanada dos Ministérios na tarde de hoje). As vias de acesso aos ministérios e ao Congresso Nacional, as chamadas N1 e S1, bem como aquelas que levam aos anexos dos ministérios, as N2 e S2, serão interditadas ao meio-dia, a partir da Rodoviária do Plano Piloto. Veículos estarão autorizados apenas a sair da esplanada. O trânsito será desviado para os eixos Sul e Norte.

O crescente número de manifestações, bem como os acontecimentos da semana passada, que levaram a depredações na Esplanada dos Ministérios levou o governo do Distrito Federal a reforçar a segurança para outra grande mobilização, marcada para esta quarta-feira (26). Serão destacados 4 mil policiais militares para a esplanada.

A polícia também decidiu, em reunião ontem, mudar a estratégia para coibir atos violentos e será mais rigorosa. “Os manifestantes pacíficos terão seu direito garantido e a Polícia Militar estará lá para dar proteção a eles. Mas aqueles que estiverem cometendo crime terão tratamento específico de criminoso. Serão detidos e conduzidos à delegacia da área”, explicou o Tenente Coronel da Polícia Militar, Zilfrank Antero.

Fifa reforça segurança

Marcel Rizzo, Martín Fernandez e Sérgio Rangel

Belo Horizonte (Folhapress) - O gigantesco protesto aguardado hoje em Belo Horizonte preocupa a Fifa a ponto de veículos oficias da entidade, como vans e ônibus, terem perdido a logomarca da entidade e estarem “à paisana”.

Há preocupação principalmente com a segurança do presidente Joseph Blatter, que retorna ao Brasil após viajar para acompanhar o Mundial sub-20, na Turquia. Pelo menos 12 viaturas policiais acompanharão Blatter e a cúpula da Fifa por BH.

A programação, não confirmada pela Fifa e que podria ser alterada, é que ele chegasse ontem à noite a Belo Horizonte e logo depois do jogo fosse para Fortaleza, onde, amanhã, Espanha e Itália se enfrentam na outra semifinal.

No hotel em que o Uruguai está hospedado, em um bairro afastado do centro de BH, funcionários retiravam ontem pedras do acesso principal, que pudessem ser usados como armas.

A Fifa e polícia receberam informações de que manifestantes se deslocarão até o local para tentar impedir a saída do ônibus do Uruguai para o Mineirão, previsto para o início da tarde. Será montado um esquema especial para levar o veículo do adversário do Brasil até o estádio, uma distância de cerca de 17km.

A Comissão de Prevenção à Violência em Manifestações Públicas do Ministério Público de Minas Gerais pediu ao Governo Estadual detalhes da segurança preparada para amanhã e sugeriu a suspensão da partida caso não fosse possível antecipar problemas. A sugestão foi ignorada.

Seleção

A seleção brasileira teve a segurança reforçada na capital mineira. O hotel do time comandado por Luiz Felipe Scolari também ganhou proteção especial. Hoje, o prédio foi totalmente isolado por cercas.

Cerca de 50 policiais militares cuidam da proteção do time. Ontem, o efetivo era de menos de 30 militares. Amanhã, a polícia deverá reforçar ainda mais a segurança na região.

Hoje, apenas hospedes e credenciados pela Fifa podem entrar no hotel. Seguranças particulares fazem a triagem antes da porta do hotel.

A Prefeitura de Belo Horizonte decretou feriado na cidade. A PM já informou que cerca de 3,5 mil trabalharão hoje nos protestos pela cidade e no jogo da seleção.

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